sexta-feira, 27 novembro 2020

Aumento no valor da passagem de ônibus em Suzano poderá criar “clima de guerra” entre população e Prefeitura

O provável reajuste no valor da tarifa de ônibus em Suzano que poderá ser anunciado na próxima semana deverá criar um “clima de guerra” entre a população e a Prefeitura.

Diversos fatos em torno do aumento no valor da tarifa de ônibus reforçam a oposição da população ao tema, veja alguns:

– O prefeito Rodrigo Ashiuchi (PR) disse a um jornal da cidade que não iria aumentar a tarifa de ônibus em Suzano.

Em 30 de novembro de 2018, o jornal Oi Diário revelou que em conversa com o prefeito de Suzano, ele garantiu que não iria atender o pedido da Radial Transporte para o reajuste da passagem de ônibus. Se voltar atrás de suas próprias palavras e aumentar a passagem em 2019, Ashiuchi poderá dar um pontapé em uma nova briga entre a população e a prefeitura.

– Em 2017, Ashiuchi aumentou a passagem para R$ 4,10 diante de promessas da Radial. Em 2018 ele não reajustou o valor da passagem de ônibus por conta do não cumprimento dessas promessas.

Em 2017, Ashiuchi reajustou a passagem de ônibus de R$ 3,80 para R$ 4,10 diante de promessas por parte da Radial, por exemplo, da construção de dois terminais de ônibus na cidade. Em 2018, Ashiuchi não reajustou o valor da tarifa pelo não cumprimento das promessas por parte da Radial.

Em 2019, ainda não foram construídos os terminais de ônibus prometidos pela empresa, logo, Ashiuchi deveria não reajustar novamente o valor da tarifa, igual a 2018.

– A população já considera o valor de R$ 4,10 um absurdo.

A população suzanense já reclama muito do serviço de transporte público que é fornecido na cidade e sempre lembra do valor atual da passagem.

Comparando com outras cidades (principalmente com São Paulo), os ônibus de Suzano não contam com cobradores, não fornecem wi-fi e muito menos ar-condicionado. Os trajetos das linhas são muito curtos para uma passagem tão cara.

Todos os pontos citados acima atrelados ao provável reajuste da passagem que deverá ser anunciado nos próximos dias pelo prefeito Rodrigo Ashiuchi deverá criar um “clima de guerra” entre a população e a prefeitura, criando o risco da diminuição da aprovação do atual prefeito ao nível do ex-prefeito Paulo Tokuzumi.