segunda-feira, 26 setembro 2022

Caminhoneiros usam redes sociais para organizar nova greve no dia 30 de março

Caminhoneiros de todo o Brasil articulam, por meio das redes sociais, a realização de uma nova greve que pode ter início no dia 30 de março. O Gabinete de Segurança Institucional (GSI), do Governo Federal, está realizando monitoramento com o objetivo de antecipar os fatos e evitar problemas.

Informações do Estado de S. Paulo apontam que os caminhoneiros reivindicam o cumprimento dos compromissos assumidos pelo governo Michel Temer (MDB), algo que para eles não está acontecendo (veja abaixo).

De acordo com o GSI, o WhatsApp estaria sendo utilizado pelos caminhoneiros para organizar o movimento. A princípio a greve não teria a mesma “força” que no ano passado, porém o governo teme que ocorra o fortalecimento. Por conta disso, no Palácio do Planalto a ordem é agilidade e efetividade para que a situação não saia do controle.

O presidente das associações Abrava e BrasCoop, Wallace Landim, conhecido como Chorão, reuniu na semana passada com o ministro-chefe da Casa Civil Onyx Lorenzoni, com o secretário executivo do Ministério da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, e com a diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Landim disse que os ministros afirmaram que nos próximos dias o presidente Jair Bolsonaro (PSL) deverá se manifestar sobre os pedidos dos caminhoneiros.

Reivindicações

Entre as reivindicações da categoria está o pagamento mínimo da tabela de frete. Segundo Landim, as empresas estão descumprindo o pagamento do valor mínimo e cobram que a ANTT fiscalize de forma mais ostensiva.

Chorão afirmou que a agência prometeu reforçar a fiscalização e destacou que mais de 400 autuações já foram feitas.

O preço do óleo diesel também é assunto da pauta. Os caminhoneiros desejam que o aumento no preço dos combustíveis ocorra de forma mensal e não diariamente. O reajuste é baseado no dólar.

Apesar das movimentações para nova greve, Landim disse que não apoia e nem acredita que ela acontecerá, porém não descartou paralisações. O presidente das associações ainda ponderou que as mudanças estão demorando acontecer, mas que o governo tem buscado as soluções.

Nessa sexta-feira (22) aconteceu o Fórum dos Transportadores Rodoviários de Cargas e segundo o Ministério de Infraestrutura foram tratados assuntos como o preço do óleo diesel, o pagamento do piso mínimo além de pontos de paradas e descanso para os caminhoneiros.