Apenas um vereador votou a favor da abertura de investigação de Ashiuchi (PR) após denuncia feita por Lisandro Frederico (PSD)

Na noite desta quarta-feira (03), durante sessão na Câmara de Vereadores de Suzano, apenas um vereador votou a favor da abertura de uma comissão processante por suposto crime de responsabilidade do prefeito de Suzano Rodrigo Ashiuchi (PR). A denuncia foi protocolada pelo vereador Lisandro Frederico (PSD) e a investigação poderia tirar o prefeito do cargo.

Lisandro, autor da denúncia, não participou da votação e foi substituído pelo seu suplente Artur Takayama (PSD).
A presidente da Câmara Gerice Lione (PR) também não participou da votação.
Apenas o vereador José Alves Pinheiro Neto (PDT), o Netinho do Sindicato, votou a favor da investigação do prefeito de Suzano.
Os vereadores que foram contra a investigação de Rodrigo Ashiuchi são: Alceu Matias Cardoso (o Pastor Alceu), Andre Marcos de Abreu (o Pacola), Antonio Rafael Morgado (o Professor Toninho Morgado), Carlos José da Silva (o Carlão da Limpeza), Denis Claudio da Silva (o Denis, filho do Pedrinho do Mercado), Edirlei Junio Reis (o Professor Edirlei), Isaac Lino Monteiro (o Isaac), Joaquim Antonio da Rosa Neto (o Joaquim Rosa), José Izaqueu Rangel (o Zaqueu Rangel), José Silva de Oliveira (o Zé Lagoa), Leandro Alves de Faria (o Leandrinho), Marcos Antonio dos Santos (o Maizena), Max Eleno Benedito (o Max de Futebol), Neusa dos Santos Oliveira (o Neusa do Fadul), Rogério Gomes do Nascimento (o Rogério da Van) e Jaime Siunte (o Jaime da Farmácia).

Com o resultado, os vereadores não investigarão as denuncias de Lisandro contra o prefeito de Suzano.

Discursos inflamados

Na tribuna da Câmara, o vereador Edirlei Junio Reis, o Professor Edirlei, reclamou da determinados setores da imprensa suzanense que colocam vereadores como “heróis” e outros como “vilões” após votações polêmicas como a realizada na noite desta quarta-feira (03).
Já o vereador Marcos Antonio dos Santos, o Maizena, bateu no peito e disse que estava com o prefeito Rodrigo Ashiuchi até o fim.

Denuncia de Lisandro

O pedido de abertura de Comissão Processante (CP), na Câmara Municipal feito pelo vereador Lisandro Frederico (PSD), se fosse aprovado, investigaria os constantes descumprimentos da Lei Orgânica do Município (LOM) por parte do prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi (PR). O chefe do Executivo tem infringido a Legislação ao não responder os Requerimentos de Informações encaminhados pelo Legislativo.

Os requerimentos são a principal ferramenta do Poder Legislativo para fiscalizar os serviços públicos. Uma vez aprovado pelos vereadores, durante a sessão, e encaminhado ao prefeito, o documento precisa ser respondido, pessoalmente pelo prefeito, no prazo de 15 dias, conforme determina a Lei Orgânica.
“Ao não responder aos requerimentos ou delegar esta função a um subalterno, o prefeito ignora que há uma legislação municipal e que existe um Poder constituído que representa a população da cidade, que é a Câmara Municipal”, disse Lisandro.

Na avaliação do vereador, o prefeito “trata o Poder Legislativo como um mero anexo da Prefeitura, um mal necessário, que serve aos interesses do Executivo quando da aprovação de leis propostas por ele e quando da análise das contas”. “O requerimento é um dos instrumentos mais importantes de um parlamentar e é por meio dele que buscamos dados que podem dar transparência à gestão dos recursos públicos”, afirmou Lisandro.

“Talvez, por entender que os vereadores são meros subordinados, o prefeito simplesmente ignora o que determina a Lei Orgânica, deixando de responder aos requerimentos, respondendo fora do prazo ou, ainda, delegando a subalternos o dever de resposta, o que para efeitos legais se equipara a não resposta”, disse o vereador suzanense.

A falta de resposta aos documentos gera constantes críticas dos parlamentares. “Este pedido de investigação está acima de questões partidárias. Minha proposta é investigar um ato que tem prejudicado a todos, sejam parlamentares do mesmo partido do prefeito ou não”, garantiu Lisandro.
O pedido de abertura da Comissão estava acompanhado de diversos requerimentos que não foram respondidos, entre eles, a tentativa dos parlamentares de fiscalizar serviços de pavimentação, dos postos de saúde, de eutanásia de animais, da perturbação do silêncio, entre outros.