sexta-feira, 27 novembro 2020

Vereador Saulo Dentista questiona prefeitura sobre os gastos com o aniversário de Poá

O vereador Saulo Teixeira Alberto da Costa, Dr. Saulo Dentista, fez, nesta terça-feira (02), uma série de cobranças ao Executivo poaense, por meio de requerimentos, sobre os gastos com a festa de aniversário de 70 anos de Emancipação Político-Administrativa da cidade, que contou com mais de 20 atrações, entre cantores, bandas, peças teatrais, stand-up e outros. Além disso, ele também pediu informações sobre a movimentação financeira do Fundo Municipal do Idoso e do Centro Dia do Idoso, que utilizam verbas recebidas por meio de parcerias com instituições financeiras.

Os documentos, devidamente protocolados na Câmara Municipal de Poá, foram para votação e rejeitados pela maioria dos vereadores da base governista.

A data oficial de aniversário da cidade foi dia 26 de março, mas as comemorações começaram no dia 8, quase 20 dias antes, e a festa contou com diversas atrações importantes, como shows com Almir Sater, do stand-up Rodrigo Capella, apresentação do famoso humorista Tom Cavalcante e do cantor Eduardo Costa, que encerrou a festa; além de apresentações teatrais como “Chapeuzinho Vermelho” e “João e Maria”.

“Todos esses shows e apresentações custaram dinheiro, e dinheiro público, é claro! Estamos de olho, pois a população está insatisfeita com o atendimento nas unidades de saúde, sem exames como ressonância magnética, tomografia, raio-x panorâmico no Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) há meses. A grande maioria não quer show, quer serviços básicos de qualidade”, ressaltou o vereador, acrescentando que a festa poderia ser mais simples. “Não sou contra a realização da festa, sou contra gastos excessivos numa cidade onde os serviços essenciais não funcionam. Posso até concordar, mas primeiro quero saber como esse dinheiro foi gasto”, acrescentou.

Depois de ouvir vários vereadores discutirem seus pedidos em plenário, afirmando que a cidade tem dinheiro sim, o vereador completou: “Eles dizem que não têm dinheiro para arrumar os serviços básicos da cidade; ruas esburacadas, cheias de mato, córregos sujos, falta de segurança no comércio, praças abandonadas, obras inacabadas, os postos de saúde sem remédios, sem estrutura, e fazem festa? Isso é inadmissível! O município tem dinheiro, o maior problema é a má gestão!”, frisou.

“Imagine quanto custa um show com o global Tom Cavalcante?”, indagou, acrescentando: “Quero saber quanto foi gasto com essa festança e de onde saiu esse dinheiro?”.

Na sua opinião, houve incoerência, porque a população precisa de saúde, de segurança e de educação: “Fazer uma festa com shows caros, só se as escolas estivessem funcionando bem, com uniformes entregues, o que não está acontecendo”, citou, lembrando que fizeram shows no Teatro Municipal, que só comporta 500 pessoas, sendo que a cidade tem 120 mil habitantes. “Um monte de gente ficou de fora. Isso não é justo. Muita gente reclamou da falta de organização.”

Críticas

Sobre as críticas que recebeu por indagar o Executivo quanto aos gastos com a festa e também do pedido de extrato do Fundo do Idoso, que recebeu R$ 800 mil provenientes de convênios em 2018 e repassou R$ 300 para o Centro Dia do Idoso, Saulo Dentista disse que vai continuar cumprindo seu papel, que é fiscalizar e cobrar os gastos da Administração: “Não estou trabalhando em prol do governo, então, quero tudo detalhado, gastos, extratos, contratos e outros documentos para saber onde o dinheiro público está sendo empregado”, finalizou.