sexta-feira, 27 novembro 2020

Projeto arquitetônico quer mudar a cara da Escola Raul Brasil em Suzano com jardim de cerejeiras, auditório e tatame

Um projeto arquitetônico que quer mudar a cara da Escola Estadual Raul Brasil em Suzano, foi proposto à secretaria de Educação de São Paulo e será avaliado em conjunto pelo governo do estado, direção da unidade, pais e alunos. O nome do arquiteto que elaborou as novas estruturas não foi revelado.

Um conjunto de cerejeiras cria um jardim aconchegante no pátio. No chão, uma pintura simula um lago de tonalidade azul-piscina com desenhos de carpas avermelhadas em movimento. No fundo do terreno, um prédio dá vez a um auditório para eventos culturais. Na região da quadra poliesportiva, é visto um tatame. Na fachada do novo prédio, listras em verde e azul quebram o tom suave da construção.

Esses são alguns detalhes do que pode ser a nova cara da escola que há um mês enfrentou um dos piores massacres ocorridos em escolas do Brasil.
Todas as novas instalações têm uma ligação afetiva com Suzano. As cerejeiras são um símbolo para os japoneses. A cidade da Grande São Paulo tem uma das maiores comunidades nipônicas do estado. Suzano também possui uma política inclusiva na prática de artes marciais.

Segundo Rossieli Soares, secretário de Educação da gestão do governador João Doria (PSDB), a ideia é que “a Raul Brasil seja uma nova escola, mas sem perder a sua identidade”.Para o secretário, também está nos planos a instalação de um laboratório maker. Esse tipo de ambiente de aprendizagem geralmente conta com impressoras 3d, computadores e até drones e é usado para os estudantes criarem soluções inovadoras. “O recurso para as obras virá de parcerias com a iniciativa privada”, afirma Soares. Até o projeto sair do papel, a meta mais urgente da Raul Brasil.