sexta-feira, 27 novembro 2020

“Perdido no cargo”, Ashiuchi ataca até seu principal apoiador no passado para não ser culpado por leilão da Santa Casa

Depois de ser cobrado pela população por não se posicionar sobre o leilão do prédio da Santa Casa de Suzano que será realizado no dia 2 de julho, o prefeito Rodrigo Ashiuchi (PR) pronunciou-se sobre o assunto em suas redes sociais.

Visivelmente abatido e “perdido no cargo”, em vídeo divulgado na noite da última quinta-feira (02), Ashiuchi tentou convencer os espectadores de que não é responsável pelo leilão do prédio que conta com o principal pronto-socorro público da cidade.

Discretamente, o atual prefeito de Suzano ataca seu principal apoiador nas eleições de 2016, o ex-prefeito Marcelo Candido, quando diz enfaticamente no vídeo em “esforço” e “trabalho” para reparar os danos do passado, que, segundo ele levaram a Santa Casa de Suzano a atual situação.
Ashiuchi tenta se eximir de culpa no caso, mesmo sendo o atual mandatário máximo da cidade e cobra os ex-prefeitos de Suzano sobre a situação.

O caso

Na última terça-feira (30), a imprensa divulgou que o prédio da Santa Casa de Misericórdia de Suzano, com uma área avaliada em 20 milhões de reais, será leiloado no dia 2 de julho, a decisão é do Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

Serão incorporadas no leilão as seguintes edificações: Pronto-Socorro, administrativo, hemocentro, anfiteatro e ortopedia, fisioterapia, além do prédio da Funerária Colina dos Ipês (área concedida para atuação de uma empresa privada). O tamanho do terreno é 10.850 metros quadrados.

Os interessados na aquisição do prédio da Santa Casa de Suzano deverão garantir lance de 30% do valor total, que é de R$ 20.034.115. O pregão se dará eletronicamente e/ou presencial e os lances poderão ser realizados das 9 às 18 horas, inclusive aos sábados, domingos e feriados.

A unidade hospitalar tem um histórico antigo de dívidas. No total, são R$ 321 milhões. Desse total, cerca de R$ 70 milhões de dívidas gerais (fornecedores, tributos e etc), R$ 229 milhões de ações judiciais em trâmite e R$ 13 milhões de dívidas no Tribunal de Contas.

A administração da Santa Casa recorrerá, em Brasília, da decisão de leiloar prédio e que a venda do terreno é referente a 643 ações trabalhistas acumuladas no período de 1994 a 2016.