Na última semana, o município de Poá, viu repercutir na imprensa estadual o acordo realizado pelo Itaú com a CPI instaurada pela Câmara dos vereadores de São Paulo sobre fraude fiscal. No acordo, ficou firmado que entre 30 à 180 dias o Itaú deve transferir os serviços de Leasing de Poá para São Paulo.
O serviço realizado pela agência bancária faz com que o município receba R$130 milhões por Imposto Sobre Serviço (ISS), ao ser transferido para São Paulo, Poá perde 40% da receita orçamentária da cidade.
O presidente da comissão, o Vereador Ricardo Nunes (MDB) afirmou que parlamentares de São Paulo realizaram inspeções nos endereços oficiais do Itaú em Poá, e diz que encontraram prédios quase vazios.
“Quando fomos a Poá, vimos que as empresas que supostamente funcionam ali não estavam no local de fato. Um mesmo endereço abrigaria a Itaúcard e a operação de Leasing, mas com 14 funcionários no imóvel, o que impossivel” afirma o Vereador.
Segundo o Vereador, provas foram somadas para comprovar que instalações em Poá são apenas simuladas e que as operações são conduzidas a partir da sede do Itaú na capital paulista.
Em Abril, a CPI foi até o prédio do Itaú no bairro do Jabaquara, na Zona Sul de São Paulo, para entender as atividades de trabalhos que aconteciam ali, porém foram barrados na entrada. O banco, na ocasião, solicitou que os parlamentares solicitarem uma vaga na agenda da instituição para realizar uma visita às instalações, porém os vereadores recusaram.
Em depoimento à CPI, Gilberto Frussa que é diretor de compliance do Itaú, afirmou que nunca esteve em Poá.
Em nota oficial, o banco Itaú afirma que suas empresas sempre estiveram devidamente sediadas em Barueri e Poá e que o acordo realizado atendeu a pedidos da Câmara Municipal e Prefeitura de São Paulo.

(Com Informações do Jornal do Brasil)

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