sexta-feira, 27 novembro 2020

Fim do transporte escolar para alunos de escolas estaduais revolta população de Suzano. Vereador Netinho tenta impedir que isso ocorra

O vereador José Alves Pinheiro Neto (PDT), o Netinho do Sindicato, se posicionou contra o cancelamento do transporte escolar dos alunos da rede de ensino estadual e na condição de presidente da Comissão de Trânsito, Transporte e Mobilidade Urbana da Câmara de Suzano se prontificou alternativas para impedir que isso ocorra. Ele destacou que o governo não aprendeu nada com a tragédia na Escola Estadual Professor Raul Brasil.

Como ressaltou o parlamentar, em vez de o episódio servir de lição para avançarmos na qualidade da educação, estamos retrocedendo ainda mais. Netinho se reuniu na última terça-feira (18 de junho) com os vereadores Denis Claudio da Silva (DEM), o filho do Pedrinho do Mercado, relator da Comissão, e Marcos Antônio dos Santos (PTB), o Maizena, membro, para discutir o assunto e buscar soluções conjuntas.

O grupo de trabalho decidiu convocar um representante da Diretoria Regional de Ensino para esclarecer a situação do cancelamento do transporte escolar, além de um membro do Conselho Tutelar. A ideia é aproveitar a oportunidade ainda para abordar a questão da falta de professores que atinge muitas escolas da cidade.

Como apontou Netinho, a educação é direito de todos e seu acesso não pode ser dificultado. Ele destacou que a tragédia na Escola Raul Brasil escancarou a precariedade do nosso sistema educacional, o que torna ainda mais injustificável a decisão do cancelamento do transporte escolar.

“Num momento como esse que vivemos não existe qualquer argumento para tirar ou restringir direitos, ainda mais na educação. O que precisamos é que o acesso ao ensino seja ampliado e de qualidade, mas infelizmente tenho recebido várias denúncias de mães que já foram notificadas sobre esse cancelamento e informadas que os alunos deverão utilizar o transporte coletivo. Essa medida prejudicará centenas de estudantes de nossa cidade, em especial os de bairros afastados que não contam com linhas de ônibus próximas às suas residências e com frequência de horários”, pontuou.