quinta-feira, 3 dezembro 2020

Em menos de um mês, “doença do pombo” faz duas vítimas fatais no litoral paulista

Um cinegrafista, de 43 anos, e um empresário, de 56 anos, morreram no último mês, em Santos, no litoral de São Paulo, em decorrência da criptococose, conhecida como “Doença do Pombo”. A prefeitura informou que os atuais protocolos de saúde não obrigam a notificação dos casos, mas que realiza ações de prevenção.

O empresário José Wilson de Souza morreu em 19 de julho, enquanto a morte do cinegrafista Mauro Sérgio Gil Senhorães ocorreu no dia 23 do mesmo mês. Ambos ficaram internados por quatro meses em hospitais diferentes e, antes disso, tinham vida ativa e eram sadios, segundo familiares, a quem os médicos informaram sobre a doença.

Os sintomas apresentados pelos dois homens eram semelhantes: intensa dor de cabeça, tonturas, febre, além de falta de ar e cansaço. Em algumas situações, as pessoas podem confundir os sinais da doença com gripe forte. Ao final da internação dos dois pacientes, os quadros se agravaram: o empresário chegou a ficar em coma.

Doença do pombo
Para o infectologista Jacyr Pasternak, a doença é muito perigosa. “O paciente pode parecer muito saudável, mas por dentro os fungos estão agindo. As consequências da meningite são muito graves”.

O também infectologista Marcelo Ramos explica que os médicos devem ser rápidos no diagnóstico. “A doença se instala com a imunidade baixa, mas todos estão vulneráveis a isso. Quanto mais rápido se identificar a doença, maiores as chances de cura”.

(com informações do site A Tribuna e do site G1 – o site de notícias da Globo / Imagens: Arquivo Pessoal e A Tribuna)