Em Suzano, Vereador denuncia o uso de armas de choque por funcionários da Prefeitura contra moradores de rua

Pessoas em situação de rua, da região central de Suzano, foram alvos de ações violentas da Prefeitura, segundo denúncia do vereador Lisandro Frederico (PSD). Ele afirma que presenciou o momento em que uma arma de choque foi utilizada para afugentar um morador de rua.

Lisandro flagrou um dos atos de truculência no dia 31 de julho, por volta das 23 horas, na esquina da Rua Paraná com a Avenida Antônio Marques Figueira, quando deixava a Câmara Municipal de Vereadores.
Segundo ele, no local, estavam presentes guardas civis municipais e pelo menos três funcionários comissionados que pertencem às Secretarias de Cultura, de Trânsito e de Obras. Também havia duas viaturas da GCM e um carro oficial da Prefeitura.

“Estava no carro e ouvi um barulho que se assemelhava ao som de uma arma de choque. Vi, então, um morador de rua correndo”, contou Lisandro, que foi até o ponto onde estavam os GCMs e os servidores da Prefeitura.
Ao chegar ao local, Lisandro questionou o porquê foi utilizada a arma de choque. Um dos guardas respondeu de forma ríspida: “para espantar o mendigo”.

Sem cobertores

O Vereador Lisandro Frederico recebeu ao menos duas denúncias de que a Prefeitura de Suzano estaria retirando cobertores das pessoas que vivem em situação de rua. Ele foi a alguns pontos da cidade que contam com a presença de pessoas em situação de rua para questionar a situação.

“Antes de tomar qualquer atitude fui, pessoalmente, apurar o que havia ocorrido e fiquei chocado ao receber relatos que confirmavam esta situação absurda”, afirmou. “Os moradores de rua me informaram que funcionários da Prefeitura passaram a exigir que eles dormissem longe do centro”, disse.
“É inaceitável que uma administração municipal, que não promove adequadamente programas de fomento ao emprego, que não desenvolve políticas antidrogas e nem mesmo auxilia entidades filantrópicas, ainda queira esconder estas pessoas do centro. Mascarando uma realidade, que deve ser enfrentada”, afirmou Lisandro.

O vereador denunciou o caso ao Ministério Público, ao Conselho de Assistência Social, aos Procura e à Controladoria da Prefeitura.