Prefeitura de Poá poderá fechar hospital público e fazer cortes na segurança e educação nos próximos dias

Após a saída definitiva do escritório administrativo do Banco Itaú da cidade de Poá no final do mês de julho, a cidade terá que se organizar financeiramente para pagar suas despesas.
O Banco Itaú era responsável pelas operações de cartões e leasing, que garantia, aproximadamente, R$ 157 milhões ao município por meio do ISS (Imposto Sobre Serviços), o equivalente a 40% do valor do orçamento anual de Poá.

Setembro será o primeiro mês em que a arrecadação da Prefeitura de Poá não contará com a receita proveniente do recolhimento do ISS do banco.
A organização financeira da Prefeitura de Poá deverá gerar cortes em investimentos em áreas essenciais do município, e ainda, o encerramento de atividades em diversos setores.

Os cortes poderão gerar um caos na saúde, segurança, obras e em todas outras áreas do município.
Em entrevista a jornalista Marilei Schiavi, no programa Radar Noticioso, da Rede Metropolitana, o Secretário da Fazenda da Prefeitura de Poá Robson Senziali fez um panorama assustador da crise que atingirá a cidade sem a receita que era proveniente de impostos pagos pelo Itaú ao município.

Segundo Robson, os principais cortes serão na área da saúde do município, acarretando no fechamento do Hospital Municipal Doutor Guido Guida, localizado no Jardim Medina, e também, na redução do horário de atendimento das Unidades Básicas de Saúde (UBS) da cidade, ainda em Setembro.

Oficialmente, a Prefeitura de Poá não divulgou as ações de contingenciamento a partir do mês de setembro para reduzir suas despesas.