sexta-feira, 27 novembro 2020

Menina autista de 9 anos é encontrada morta, desfigurada e com corda no pescoço. Polícia investiga garoto de 12 anos

Na tarde do último domingo (29), uma menina autista de apenas 9 anos de idade foi encontrada morta amarrada pelo pescoço em uma árvore, no parque Anhanguera, na região de Perus, na cidade de São Paulo. Cerca de uma hora antes, Raíssa Eloá Capareli Dadona havia desaparecido de uma festa no CEU (Centro de Educação Unificada) Anhanguera.

A Polícia investiga se um garoto de 12 anos teria participado do crime. De acordo com um policial que participa das investigações, o menino teria contado pelo menos três versões do crime. Em uma delas, afirmou que teria matado Raíssa, depois voltou atrás. Ele foi ouvido no próprio domingo e nesta segunda-feira (30).

Segundo a Polícia, a mãe deixou a menina, na fila do pula-pula, enquanto foi buscar pipoca para o irmão da criança. Essa foi a última vez que ela viu a filha no local.

A mãe da criança, Rosevânia Capareli Rodrigues, comunicou o desaparecimento à direção do CEU, mas ela não foi encontrada.
Pouco mais de hora depois, o corpo de Raíssa acabou encontrado no parque Anhanguera.
Ela estava amarrada na região do pescoço. Os pés da criança tocavam o chão.

O rosto da menina estava bastante machucado, “dificultando, inclusive, a sua identificação por reconhecimento fotográfico”.
Raíssa, usava um conjunto rosa e foi encontrada descalça. Em seu braço direito havia uma meia masculina amarrada.

A cerca de 50 metros de onde ela estava, a polícia achou um par de chinelos e um pedaço de lona vermelha, de tamanho semelhante ao da menina.

Em depoimento, no próprio domingo (29), acompanhado pela mãe, o garoto de 12 anos afirmou que pretendia cortar caminho pelo parque Anhanguera, quando teria encontrado o corpo.
Imagens de uma câmera de segurança, porém, mostram Raíssa caminhando de mãos dadas pela Estrada de Perus com uma criança parecida com o menino investigado, que a Polícia diz ser o garoto suspeito de ter participado do crime.
A pé, a distância entre as portarias do CEU e a do parque é de 3,5 km.

Raíssa e o menino estudavam na mesma escola. A causa da morte da garota ainda não foi esclarecida.

O garoto prestou seu primeiro depoimento neste domingo (29) no 33º DP (Pirituba) e outro no DHPP nesta segunda (30).

Primeiro ele disse que achou o corpo da garota. Depois teria admitido à mãe ter matado Raíssa. Após a suposta confissão, ele foi levado ao 33º DP.

Porém, voltou a mudar a versão, segundo um policial ouvido pela reportagem. Desta vez, afirmou que um homem de bicicleta o obrigou a entrar no parque com Raíssa. No local, o menino disse ter testemunhado o assassinato.

O garoto, ainda de acordo com o policial, é conhecido por ser violento, mas somente com meninas.
A polícia solicitou a apreensão dele na noite desta segunda-feira (30).

(com informações do Jornal Agora São Paulo)