quarta-feira, 8 julho 2020

Fundador do primeiro movimento de direita de Suzano, Professor Heder Stefano fala sobre sua vida, política da cidade e o futuro

Em entrevista exclusiva ao site SuzanoHoje.com, o professor e músico suzanense Heder Stefano, de 37 anos, falou sobre sua vida, expôs suas opiniões sobre a política em Suzano e revelou seus planos para o futuro.

Heder é conhecido por ter sido integrante da banda de rock Mr. Kaos por 15 anos, tocando em bares e casas de shows de toda a região, além de ter participado de festivais regionais de música.
Em 2013, Heder esteve desde o início envolvido com as manifestações contra o reajuste de 20 centavos nas passagens de ônibus em São Paulo. Essas manifestações, além de ter contribuído com o “nascimento” de uma “nova direita” no Brasil, também deu visibilidade a novos nomes na política como Kim Kataguiri, Carla Zambelli e Arthur do Val (Mamãefalei).
Ele é fundador do primeiro movimento de direita de Suzano, o Movimento Endireita Suzano.

Veja a entrevista completa abaixo.

Você é nascido em Suzano mesmo né Heder? Espera viver para sempre aqui na cidade?

  • Nascido, criado e vivido em Suzano. Se fizer parte do meu destino um dia sair da cidade eu vou, mas pretendo continuar aqui.

Você foi integrante da banda MR. Kaos, que fez diversos shows na região. Hoje em dia, você ainda sonha com uma carreira musical? Haverá continuidade disso em sua vida daqui um tempo?

  • Fui fundador e guitarrista da banda Mr. Kaos por 15 anos e acabou, gravei cinco discos e fizemos muitos shows também fora da região e foi uma fase muito boa da minha vida. Agora estou em uma nova banda chamada Ninety que estou curtindo muito, estamos ensaiando e vamos aos palcos a partir de abril. É um projeto de covers e versões voltadas mais aos anos 90 (minha época). Ta valendo muito a pena!
Heder como membro da Mr. Kaos em 2014.

Em que momento da sua vida você começou a ser mais lembrado pelo seu posicionamento político do que pela música na cidade?

  • Nunca fui mais lembrado por uma coisa e nem por outra, são coisas que fazem parte da minha vida e coloco sempre a verdade nas minhas opiniões. Todo cidadão deveria falar sobre política pois é o que mexe com nossa sociedade, mas confesso que prefiro falar de música e de rock n roll (risos).

Em 2013, você esteve desde o início envolvido com as manifestações contra o reajuste de 20 centavos nas passagens de ônibus em São Paulo. Essas manifestações, além de ter contribuído com o “nascimento” de uma “nova direita” no Brasil, também deu visibilidade a novos nomes na política como Kim Kataguiri, Carla Zambelli e Arthur do Val (Mamãefalei).
Você acha que aquele momento foi importante para a mudança de mentalidade do brasileiro sobre a política?

  • Participei de tudo, sempre estive nas ruas quando achava certo e oportuno. Em 2013 foi o estopim para que as pessoas falassem mais sobre política e políticos. Acho importante hoje em dia ver pessoas sabendo o nome dos ministros, deputados, leis, emendas, etc.
    Tenho muito orgulho de ter participado de tudo isso e não me arrependo, “impeachmamos” uma presidente que não correspondia a altura do Brasil, apoiamos a Lava-Jato na caça de corruptos e elegemos um presidente novo com ideias liberais.
    Mudamos uma boa parte da bancada e ajudamos a formar opiniões novas no povo.
Heder participando de manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo.

Sobre Suzano, atualmente, o que você acha do governo do prefeito Rodrigo Ashiuchi?

  • Não concordo com seu governo, nada contra a pessoa dele, é um cara de família, mas é mais do mesmo, haja visto a conjuntura que se lançou onde se misturou políticos do “centrão” e da esquerda de Suzano. Pra mim é um governo sem ideal nenhum, uma “colcha de retalhos” que ainda age na velha forma de fazer política, inchando o estado, não economizando dinheiro público na máquina administrativa, não privatizou nada, não atraiu investimentos da iniciativa privada pra cidade, fez empréstimos que com certeza vamos ter que pagar e aumentou impostos. Tudo contra o que o meu pensamento liberal e que a nova forma de fazer política prega. Assim como também não concordo com a câmara de vereadores que temos hoje.

Você acredita que há políticos em Suzano atualmente que representem a direita?

  • Não! Ainda não vejo representantes da verdadeira direita e liberais na cidade.

A esquerda esteve por muitos anos no comando da Prefeitura do município, por exemplo, com dois mandatos do ex-prefeito Marcelo Cândido, na época filiado ao PT.
Você acredita que agora, em 2020, a esquerda ainda é forte no município?

  • Não é forte aqui e em nenhum outro município a mais. As máscaras caíram e ainda estão caindo, a tendência é cair no ostracismo. O povo acordou!

O que você acha de nomes que se apresentam como alternativas nessas eleições de 2020, ao cargo de prefeito da cidade?
Tem uma opinião formada sobre Lisandro Frederico, Israel Lacerda, Jorge Romanos Júnior e Derli Dourado? Pode contar o que acha em detalhes de cada um?

  • Prefiro não opinar, pois ainda não começou a campanha e divulgação dos seus projetos e ideias. Mas em esquerdista, “isentão” e oportunista que usou o nome do presidente pra virar político, eu tenho certeza que não irei votar. Essas são as ervas daninhas da política no Brasil.

Pelo seu posicionamento, você já recebeu ameaças de pessoas que pensam diferente a você aqui em Suzano?

  • Sim, mas não me vitimizo por isso. Apenas entrego às autoridades para que tudo seja feito dentro das leis.

Você fundou o primeiro movimento de direita de Suzano, o Movimento Endireita Suzano, quais são os próximos passos, o movimento continua?

  • Não pretendemos continuar atuando como movimento na cidade, foi uma época boa. Fizemos a campanha pro presidente de graça e na raça, dentro dos nossos ideais na nossa cidade, coisa que nenhum político aqui fez.
    Estivemos sempre nas ruas por ativismo e por acreditar no país, somos cidadãos trabalhadores como qualquer um, brasileiros, patriotas e não políticos.
    Eu, Chiquinho Palmeirense, Edinho Seixas e o Alli fizemos além desse movimento, no qual foi épico na cidade, uma grande amizade que pra sempre perdurará.
Heder participando de manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo.

Você pretende ser candidato a vereador em Suzano neste ano?

  • Não, sempre agi por amor à pátria, pela minha família e futuros filhos, futuros netos e não com pretensão política, como estão fazendo muitos oportunistas que “surfaram na nossa onda”.

Sabemos que você é professor da rede pública. Em maio de 2019, uma foto sua viralizou durante a greve da sua categoria, inclusive foi compartilhada por políticos e líderes de movimentos de direita.
Você não quis participar da greve por achar que a paralisação era um ato político e que os professores estavam servindo de massa de manobra de sindicatos (historicamente ligados a esquerda).
Enfim Heder, você é muito criticado por ser professor de direita?

  • Pra mim esse assunto morreu e já esta enterrado, não vivo olhando pra trás e sempre fui contra usar a educação pra fazer política e não ciência. Essa é a minha opinião e ponto final.
    Sou professor, umbandista, músico e liberal de direita!

O que acha do governo do presidente Jair Bolsonaro?

  • É um governo que esta indo contra todo um sistema ruim que havia no Brasil, onde político era tratado como celebridade, partidos comandavam como verdadeiras facções e escravizava o povo a tudo depender do estado. É a primeira vez no país desde as diretas que vemos uma equipe técnica no governo e não politiqueira. Acho que ele é um governo de contracultura. O Brasil precisava disso.

O Alexandre Junqueira, mais conhecido como Carioca de Suzano, se apresenta como “liderança” da direita em Suzano, qual é sua opinião sobre ele?

  • Não acompanho nada sobre ele. A direita não almeja líderes. Líder é palavra de comunista, vide como é chamado o presidente da Coréia do Norte.

Por fim, fale sua opinião sobre o SuzanoHoje.com, você acompanha nosso trabalho? Tem alguma sugestão, crítica ou elogio?

  • Acompanho a página quando posso, acho que quanto mais a imprensa for imparcial, mais vocês irão ajudar a mudar o país. Limitem-se em falar verdade dos fatos e deixar a sociedade ter o entendimento.