Série na Netflix relembra crimes marcantes da região de Suzano, Mogi das Cruzes e Itaquaquecetuba

Com início em 2012, a série “Investigação Criminal” foi veiculada inicialmente no canal da tv fechada A&E, no entanto, em 2018, a Netflix adquiriu o direito de exibição e deu sequência às gravações com o mesmo diretor (Beto Ribeiro), relembrando alguns dos casos policiais que mais chocaram o país.
Em meio a 64 episódios, divididos entre oito temporadas, existem alguns que tratam de casos marcantes e que ocorreram na região de Suzano, Mogi das Cruzes e Itaquaquecetuba.

Veja alguns crimes que tem ligação com a região que são retratados na série

Serial Killer de Itaquaquecetuba
O episódio do “Serial Killer de Itaquaquecetuba” lembra a história de Ronis de Oliveira Bastos, um feirante que, na época com 22 anos, foi acusado de matar oito pessoas no Jardim Luciana, bairro de Itaquaquecetuba que faz divisa com Poá. Os assassinatos ocorreram em 2011.
Os alvos do criminoso eram todos homens, com idade entre 20 e 50 anos. Em pelo menos metade das ocorrências, o “serial killer” teria agido em cima de uma bicicleta azul.
Os crimes foram esclarecidos pelo delegado Eduardo Boigues, que conta que este foi um dos casos mais marcantes da carreira dele. “O assassino matou 8 pessoas e tentou matar outras 2. O que mais me chamou atenção na época foi que ele fazia questão de que nós da Polícia soubéssemos que era a mesma pessoa cometendo todos os crimes. Agia igual e deixava pistas sempre do mesmo jeito no local. Conseguimos fazer a prisão antes que ele fizesse ainda mais vítimas”.
O caso do “Serial Killer de Itaquaquecetuba” é contado no episódio 7 da terceira temporada de ‘Investigação Criminal’.

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Irmãs Yoshifusa
O pintor Antônio Carlos Rodrigues Silva Júnior, mais conhecido como Tartaruga, foi condenado a 57 anos de prisão por estuprar e matar a facadas Renata de Cássia Yoshifusa, de 21 anos, e Roberta Yuri Yoshifusa, de 16 anos. As irmãs foram assassinadas em 2011, na casa onde moravam, na Vila Oliveira, em Mogi das Cruzes.
De acordo com a polícia, Renata foi a primeira a ser atacada. Ela foi morta na sala de casa com uma facada no pescoço. A irmã mais nova ouvia música no andar de cima e foi assassinada quando desceu para pegar leite na cozinha.
O pintor foi quem chamou o resgate e, em julgamento, alegou que realizou o crime devido a ‘problemas psicológicos’.
O caso das Irmãs Yoshifusa é contado no episódio 3 da terceira temporada de “Investigação Criminal”.

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Ives Ota
O caso Ives Ota refere-se ao sequestro seguido de homicídio e ocultação do cadáver de Ives Yoshiaki Ota, aos oito anos de idade. O sequestro, ocorrido em 1997, na capital paulista, almejava a aquisição de cerca de US$ 800 mil, valor este que havia sido diminuído posteriormente para US$ 80 mil, porém, ao ser reconhecido pela vítima como segurança da loja da família, em Suzano, um dos envolvidos decretou a morte de Ives.
Na madrugada do mesmo dia, o motoboy Adelino Donizete Esteves, também conhecido como Silvio da Costa Batista, ofereceu um copo de leite com achocolatado com comprimidos de bromazepam macerados, levando Ives a adormecer. Adelino cavou um buraco no próprio quarto e, após enterrá-lo, efetuou dois disparos no rosto da vítima.
O caso de Ives Ota é contado no episódio 7 da primeira temporada de “Investigação Criminal”.

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(com informações do site Notícias de Mogi)