terça-feira, 7 julho 2020

De forma preventiva, Prefeitura de Suzano contratará leitos de UTI fora da cidade para não deixar de atender moradores

A Prefeitura de Suzano, de forma preventiva, está em processo para contratação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) no Hospital Previna, localizado na cidade de Franco da Rocha.
Segundo o governo suzanense, a reserva não tem custo. Só haverá custo na utilização dos leitos, e somente se houver a necessidade desta utilização.
Uma ambulância de suporte avançado (UTI móvel), dedicada ao transporte de pacientes à unidade que será contratada, garantirá agilidade na transferência.

Segundo a Prefeitura, o valor a ser investido é menor do que em outras unidades particulares da região do Alto Tietê. Será pago de 2,5 mil a 3 mil reais pela utilização, enquanto que em unidades do Alto Tietê apenas a reserva chega a 2 mil reais e a utilização custa 5 mil reais. Uma pesquisa de valores foi realizada, conforme determina a legislação vigente, segundo a Prefeitura.

A reserva de leitos de UTI serve para retaguarda dos pacientes de Suzano, visto que hoje o município dispõe dos 70 leitos intermediários e 10 leitos avançados no Hospital de Campanha, na Arena Suzano, assim como os 12 leitos semi-intensivos do Pronto-Socorro Municipal, dedicados a pacientes com coronavírus (covid-19).

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Suzano, a contratação de suporte a vida se dá por precaução, uma alternativa até que Estado disponibilize os leitos de UTI no Hospital das Clínicas de Suzano.

“A decisão foi técnica e a prioridade é salvar vidas. Não há custos aos cofres, caso não utilizarmos. Inclusive, os valores são menores do que os praticados aqui no Alto Tietê e a distância não prejudica o tratamento, já que as transferências são feitas por meio de UTI Móvel. O mesmo já ocorre em outras situações em qualquer município, quando o Estado disponibiliza uma vaga em UTI no HC de São Paulo, por exemplo, o procedimento de transferência sempre foi o mesmo, independentemente da distância.
Infelizmente, quem não é técnico da área de saúde não entende os protocolos e critica sem fundamento”
, esclareceu o secretário de Saúde, Luis Claudio Guillaumon.